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Entrevista ao Casal Monteiro

Por António Tavares
Fotos: Policiano Gomes


Foto da Catedral

O QUERER MARCA A VIDA DO CASAL MONTEIRO, HÁ DEZASSEIS ANOS.

FERMINO E SANDRA

Foram anos de namoro até ao casamento. Quem vê Fermino vê a Sandra, sempre juntos e, sobretudo na igreja, antes como nomarados e depois casados, há dezasseis anos.

O Site da Catedral procurou o jovem casal para saber o segredo dessa convivência, segundo eles, não tem segredo algum, mas marcado pelo querer.

Qual é o segredo que marca o casal Monteiro, que começou jovem e já leva dezasseis anos de união matrimonial?

Foto da Catedral Casal Monteiro: O segredo, que natildeo é segredo, mas tem haver com a realidade. É o querer, acima de tudo. Duas pessoas que se gostam, querem, conseguem-se. Tambeacutem há certa educação, há empenhenho, há valores que, se calhar, foram-nos transmitidos, desde a infência, pelos nossos familiares que fomos conservando ao longo dos tempos. É o respeito pela diferença e tentar perceber que, na realidade que traçamos algum objectivo e decidimos constituir uma família.

É nessas diferenças que procuramos encontrar uma base comum, um denominador comum que nos permite, se calhar, estarmos a viver juntos até hoje.

Frutos dessa união nasceram três crianças.

Como foi a convivência, ao longo desses anos, com uma família de dois para cinco?

Foto da Catedral Casal Monteiro: Uma vivencia de muita união de muita cumplicidade, de muito amor, acima de tudo. Uma comunhão muito grande entre nós.

Ao terminar de responder essa questão, nas faces de Fermino transparecia algo de uma paz interior, uma paz familiar, que talvez, não conseguiu transmitir apenas com palavras.

- É verdade que existe um relacionamento de muito amor entre a família. Uma comunhão muito grande entre nós. Portanto, queremos transmitir aos nossos descendentes aquilo que nos foi transmitido e que nós consideramos que são coisas preciosas e importantes para o futuro.

Agora uma pergunta dirigida a Sandra sobre aquilo que viu como virtude em Fermino.

– Ele é sério e está sempre junto da familia.

A mesma opinião partilhou o Firmino e acrescenta.

Foto da Catedral
- Sim, partilho da mesma opinião, em relação a Sandra. Penso que toda a gente estabelece alguns critérios por aquilo que pretende, enquanto família. Os critérios que eu sempre defini, em relação a minha parceira, tem que ser uma pessoa com o qual comungamos os valores idênticos, essenciais da civilização, da educação. Nela encontro esse valores. Isso foi à base para que ela possa merecer a minha confiança e para que possamos estar nas circunstâncias e em condição em que encontramos.

Quais os momemtos marcantes na vossa vida?

- Isso aqui é complicado... Fermino hesitou-se um bocado, e deixou transparecer algum sorriso, antes de responder.

- Um dos quais... É a forma como estamos na nossa casa. A forma como planeamos as nossas coisas. Sempre em conjunto, a gestão da economia e tudo. As nossas horas de lazer fazemos, praticamente, em conjunto.

Interrompe a Sandra para precisar esse aspecto:

- Mas isso não significa que é sempre um mar de rosas... Sorrisos... Há momentos de desentendimento entre nós.

Foto da Catedral E como fazem para ultrapassar algumas divergências?

Responde Ferminino:

- A natureza das dificuldades, das pequenas divergências é um bocadinho diferente dos carris que encontramos na generalidade, que constituem divergências entre casais. Aquilo que eu constato é a divergência de ponto de vista, que é normal.

E a Sandra vai para as correções, ou seja, dá resposta de como fazem para ultrapassar as dificuldades quando elas existem:

- É dando um tempinho e com amor tudo se resolve facilmente.

Ferminio completa o raciocínio da Sandra, dizendo que é através do diálogo e através das cedências. No entanto aproveitei para lançar mais uma questão para tentar puxar mais conversa.

Quem é que cede mais?

Foto da Catedral
As respostas foram quase unânimas e em sorrisos com muito equilíbrio. Aliás, num ambiente cordial e de muita humildade. Confesso que apreciei o casal nesse aspecto.

- Todos nós cedemos dependendo de cada circunstância ou de cada divergência. O diálogo acaba por imperar.

Se forem chamados a dar um conselho aos jovens, que querem constituir família, que dirão?

- O essencial para as pessoas para se casarem têm que estar minimamente preparados. Têm que saber aquilo que querem. Têm que saber o que é o casamento. Não é coisa fácil. Casamento é sofrimento, em algum caso, não tem sido o nosso caso, graças a Deus, mas é. É qualquer componente, também é. É saber perdoar. É saber olhar e perceber que existem diferenças, mas a partir dessas diferenças que se deve entender que existe uma base comum, um denominador comum para um equilibrio. O conselho que aqui damos é que a pessoa para se casar deve estar devidamente preparada, tem que respeitar valores para quando tomar uma decisão que seja para continuar, porque casamento não é qualquer coisa.

Os dois a se complementarem, Sandra acrescenta, em forma de resumo:

- Resumindo e concluindo a pessoa tem que ter fé, acreditar. Ter Deus na sua vida. Saber que há um ser supremo que nos ama tanto. Temos que acreditar na existência de Deus que é o nosso guia.